Gravura em metal

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Gravura em metal – Nome genérico para as diversas técnicas que utiliza a placa de metal como matriz. A gravação pode ser realizada diretamente sobre a placa (buril, pontaseca, maneira negra) ou pela corrosão por meio de ácidos (água-forte, água-tinta).

Os primeiros talho-doces (gravação a buril) surgiram nos meados do século SV, na Europa, período que surge a prensa, instrumento indispensável para reprodução dessa técnica. Na gravura em metal, a impressão consiste em transferir para o papel a tinta que permanece nos sulcos da gravação. O antecedente desta técnica é o nielo, pela similaridade da gravação a buril sobre o metal nobre, executado por ourives. Os cortes eram posteriormente preenchidos com uma mistura escura. Foram os ourives os primeiros gravadores em metal.

Na primeira década do século XVI, apareceram as primeiras águas-fortes, técnica atribuída ao artista gráfico suíço Urs Graf (1485-1527/8). Na água-forte, a gravação é feita por meio do ácido, sendo a chapa de metal protegida com verniz. Sua superfície é desenhada com estilete, arranhando a película protetora do verniz. Depois, a chapa é submersa em banho de ácido.

O nome água-forte vulgarmente denominava o ácido nítrico que, a partir do século XIX, passou a  ser o mordente mais usado neste processo. Jacques Callot (1594-1635), empregando o verniz duro usado nos instrumentos musicais, introduz maior proteção ao desenho durante a gravação.

As primeiras chapas para gravar eram de ferro, sendo substituídas pelas de cobre, tornando usual o nome cacografia, para denominar a gravura em metal (gr. Khalkos – cobre). Rembrandt (1606-1669), gravando com o mordente holandês, elevou a água-forte a mais alta qualidade artística.

A água-tinta apareceu pelos meados do século XVI, sendo Jean Baptiste la Prince (1734-1781), sendo o tradutor dessa técnica. A água-tinta é realizada pela pulverização de pontos. A gravação é feita por corrosão, nas áreas desprotegidas, possibilitando na impressão, uma gama muito rica de meio-tons, variando do cinza-claro, como aguada, até o negro intenso, dependendo da granulação e do tempo de imersão. Goya (1746-1828) explorou em suas gravuras o uso da água-tinta, com água-forte.

No nosso século, Picasso (1881-1973) foi um dos artistas responsáveis por tornar a gravura em metal um dos meios artísticos de reprodução mais largamente conhecido.

No Brasil, Carlos Oswald (1882-1970) é o mais importante gravador nesta técnica no começo do século, sendo responsável pela implantação do primeiro curso com orientação artística, em 1914, no Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro. Iberê Camargo (1914-1994) e Edith Behring (1916-1996) foram importantes artistas, que, intimamente, desempenharam atividades no ensino, estimulando uma geração de novos gravadores.

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